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sexta-feira, 19 de março de 2010

MICHEL – À PROVA DO “EFEITO TESSÁLIA”

Na última terça o Big Brother Brasil perdeu um dos participantes mais cômicos, complexos e citados em grandes escândalos do lado de fora da casa; Michel, ou como os participantes o chamavam, “Alfie”, saiu com pouco mais de 60% da preferência do público em um paredão disputado contra Maroca, o primeiro duplo da décima edição.

Esse paredão, aliás, foi bastante criticado por telespectadores, que acreditavam numa vitória do publicitário paulista contra a ex-PM arretada. Algumas das famosas enquetes de amostragem em portais conglomerados apontavam para um empate técnico e no Twitter e em blogs famosos que comentam realities como “Ambulatório TV” e “Cartas Para Bial” apresentaram campanhas maciças para tirar Maroca do jogo. Era quase certa uma “virada espetacular”, “épica”... Mas nem o sucesso do blog “Porra Michel!” conseguiu superar a popularidade e os decibéis de Anamara.



Michel foi o remanescente de um grupo que saiu – até a eliminação de Cláudia e Eliéser – por conta do “efeito Tessália”, como eu gosto de chamar a onda de popularidade negativa que recaiu sobre os participantes que a twitteira tinha em seu redor. Esse efeito não recaiu sobre Michel, que foi se neutralizando em relação à cadeia de acontecimentos de culminaram na eliminação da própria namorada, mas de certa forma, o público relacionou uma coisa à outra, e com razão.



Alfie foi líder, indicou Lia, que voltou do paredão e conseguiu eliminar um dos que estavam em seu grupo. Alfie foi líder de novo, indicou Lia outra vez... E ela mais uma vez voltou. Michel não fez a “coisa certa” nenhuma das vezes em que foi líder. Pensou em vingar Tessália. E ele já não precisava mais disso como justificativa por um simples motivo: ele já tinha ganho popularidade suficiente para apenas criar sua estratégia de jogo e ir eliminando aos poucos o grupo que ajudou a eliminar a própria namorada. Nisso incluo Serginho, que para muitos, ficou esquecido graças à sua purpurina reciclável. Todo mundo esqueceu que na época, ele apoiou Lia na indicação que foi para Tess.



A verdade é que Michel reconheceu: não sabia jogar, não queria saber jogar... Era sem dúvida o PIOR jogador do BBB. No entanto, ele se mostrou um cara bem bacana. Tão bacana que até Bial em seu discurso de eliminação, traçou o perfil do publicitário como um cara que “chuta o pau da barraca” e o chamou de “amigão”. Até as confusões do lado de fora da casa acabaram dando um fôlego pro cara se manter no programa. Apesar da campanha (desculpem os fãs de Preta Gil, mas foi RIDÍCULO meter a colher nisso) em prol de “justiça” pela namorada traída do participante, a Karen Pila, já famosa “via Papparazzo”, muitas pessoas acabaram por simpatizar com a causa de Alfie, que aos poucos se mostrou e deixou inclusive algumas moças “apaixonadas” por sua cor branco palmito, como ressaltam os amigos de #porramichel.



O relacionamento sem preconceitos com Serginho, Dimmy e Morango foi muito bacana e contribuiu para que Michel não fosse tido somente como o cafajeste do programa que largou a namorada (àquela altura já “noiva à beira do altar”... Afff, quanto exagero) pra ficar com a vilã da edição, a aproximação sem grandes interesse dele e Dourado, a relação diplomática com seu grande desafeto de jogo, Lia e até mesmo com Fernanda, de quem não aceitava certas posturas, Michel saiu com sua credibilidade restabelecida, sem grandes danos para sua imagem pública.

Para a ex-namorada, restou chorar suas mágoas ao vivo no telefone para Ana Maria Braga e sua mais nova melhor amiga, Preta Gil. O direito de resposta da menina já foi dado né? Acho que agora, tudo o que passar do Mais Você de quarta-feira, que vier dela e da própria Preta é exagero e maldade.

Michel foi longe e merece reconhecimento, além de muitas piadas, como sempre, porque o #porramichel divertiu muita gente aqui fora!

Agora restam sete. Dos sete, hoje pela manhã, Cadu já está imunizado após a prova de liederança MUITO BEM FEITA pela produção do programa. Essa foi uma das mais legais de acompanhar, sinceramente! Adorei! Só achei que Cadu podia ficar lá até ele mesmo resolver sair, só pra ver quanto tempo mais ele agüentava. Se o objetivo do programa é pilhar seus participantes, nessa o pessoal perdeu a chance de pilhar o doce Cadu. Agora ficaram com o “ú” na reta todos aqueles que já morrem de medo do paredão de qualquer maneira ou reclamam toda vez que vão, temos ali algum estreante? Creio que Serginho ainda nem viu a cara do paredão né?

Vixe, esse BBB tá bacana de novo mesmo. Eu estava começando a me chatear com a repetição do público nos votos e eliminações. Só que a produção do programa sempre dá um jeito de animar os que ficaram como eu fiquei! Reta final, paredões um atrás do outro, então nossa coluna acelera durante os últimos dias de confinamento!

quarta-feira, 10 de março de 2010

ELIÉSER, DESPREZADO? ... E OS CHIMPANZÉS DE BIAL

Voltei povão; e pronto, fim de papo né? A história do BBB acabou antes mesmo do programa terminar, e não é por falta de competência da produção e direção do programa, mas do próprio público.

Nós, os chimpanzés bem parecidos com os confinados ali, ouvimos na última noite um discurso que, até o momento, me pareceu parte afronta aos confinados, um sinal de desprezo aos que ficaram e um aviso a nós, os “navegadores” da nave Big Brother. Pedro Bial anda afiadinho, vocês não acham? Cheio de recados sobre antropologia (pudera, o discurso é trecho de uma obra de Richard Wrangham) e observações sobre o confinamento, o comportamento e a psicologia dos confinados e do público, o apresentador do reality simplesmente dispensou dirigir suas palavras ao eliminado da noite, Elieser, por quem Bial sente visível antipatia.



O engenheiro agrônomo paranaense não teve uma das passagens mais brilhantes das últimas edições do programa, isso hei de reconhecer. Eli não estava tão focado no jogo, mas na sua relação com Cacau. Mas ele protagonizou cenas que renderam audiência, como por exemplo a discussão com Lia, que adora um “close” e pegou o capirão de jeito quando questionou a veracidade dos sentimentos do grandalhão por seu grande amor na casa, a empresária já eliminada Cacau. Ele ajudou na cena do “bolinho da discórdia”, quando chamou Lena de “feia dos dois lados”. Ele se mostrou um rapaz bem humorado, um pouco estourado, apaixonado e, desse jeito, foi mordendo lideranças, até receber o anjo.

No final, Eli deixou sua marca no programa como “o banana”. E pela cara de Dourado logo depois da eliminação, ele já pescou que a bola tá com ele e ninguém mais tira... ou o Dicesar será que ainda consegue?



Eu não estou mais aqui para criticar os jogadores ou o jogo, mas o público. Mas hoje eu gostaria de falar um pouco sobre como sai um BBB do jogo. Eli diz que vai ter que agüentar a fama de “bananão”. Mas isso não caberia a nós julgar ao invés de ouvirmos do apresentador e repetirmos?



Eu tenho uma opinião já formada sobre Elieser. Mas ao que me parece, a preferência de Bial têm interferido negativamente na expressão de opiniões dos telespectadores. Fique claro: Bial tem todo o direito de falar o que quiser lá, afinal é ele que acompanha, junto de produção, edição e direção, o discorrer de todas as tramas da “novela” que é o BBB. Não acho errado ele tomar partido de um participante ou outro. O que me espanta é como o público vai na dele sem pensar duas vezes. Entre a cabeça de girico do Dourado e a “bananice” do Eli, eu prefiro o Eli por uma série de motivos, que eu, como telespectadora, avaliei. Os motivos da minha simpatia por ele são meus, não são do Pedro Bial, da edição do programa, da Lia...

Eu já falei antes aqui: é um jogo psicológico forte, emocional forte, uma prova de resistência de três meses. Mas engana-se o público achando que é só para quem está disputando o prêmio final. Ontem Bial citou e eu não lembro direito das palavras dele, mas é um paradoxo imenso: ao mesmo tempo que é uma idiotice ver um bando de marmanjos ali confinados, é um jogo especialmente de equilíbrio mental. E o público é experimentado a cada edição. E apesar dos lados diferentes na preferência nacional, o público é testado dentro do que opina, no momento da votação. Nós só nos simpatizamos com aquilo que nós nos parecemos, isso é provado cientificamente. Minha simpatia é de Serginho, Dicesar, Cadu e Elieser. Só homens né... Eu me pareço um pouco com cada um deles. E aí vai mais uma opinião pessoal: se o público gosta da Lia, do Dourado e da Maroca, o que isso significa?

quinta-feira, 4 de março de 2010

DOURADO: O GANHADOR POR ANTECIPAÇÃO

Eu não sei vocês, mas por mim eu já tinha dado o prêmio para o Dourado. Os demais participantes parecem já não ter mais chances de faturar um milhão e meio e as votações batem um recorde atrás do outro. Impressionante.

Não sei se isso é falha de Mr. Edição, do processo seletivo ou de quem teve a idéia de jogar Dourado de novo no programa. Fato é que todo esse processo parece ter sido em vão em virtude da entrada do lutador no reality.

Essa foi uma semana bastante conturbada com relação ao BBB. Boninho parece (porque eu não vi isso) ter dado uma declaração de que colocaram no programa as piores pessoas possíveis e que o voto é para escolher o menos ruim para ganhar o prêmio final. Ele mesmo diz ter votado em Lia para sair do programa. E o paredão que se formou foi graças ao Big Fone atendido por Dourado. Lia poderia fazer a vontade de Boninho se tivesse ido com Eliéser e Cacau. E sabe o que acaba me deixando mais louca da vida? É que essa semana, Dourado está certo!

Ficaram no final, fora o Michel e o Cadu que são os aparta-briga, os briguentos, os aparecidos e as bundinhas malucas. Sei lá, enjoei de ver esse programa agora, sinceramente. Nada muda. Não teve uma bendita reviravolta sequer. Tou cansada. E é o telespectador que está me cansando. Toda edição é a mesma coisa: os votos todos concentrados num grupo só, o outro grupo permanece...

Pelo menos agora tudo o que eu tou vendo é assim: Dourado pode é bater o recorde de Alemão, indo pro resto dos paredões. O público, de birra, vai deixar ele ficar e dar o prêmio pra ele. Agora o grupo do Rebolation, além de rebolar muito, vai é se matar e só sobrará o guerreiro homofóbico, metido a bonzinho e que mostra suas garras no momento certo. Penso no seguinte: E se Dourado soubesse que o prêmio já é dele por antecipação? E mais: e se o resto da casa soubesse do que ta rolando aqui fora?

Esse jogo de comportamento é interessante, cansativo e doentio às vezes.

Agora a edição também nos surpreende às vezes. Depois de, no paredão anterior, mostrarem um Dourado muito mais interesseiro e oportunista, nesse último episódio de eliminação, com um especial sobre Dicesar, resolveram botar o cara fazendo o único discurso pensado dele no jogo inteiro. Dourado vive de altos e baixos nesse programa.

Sobre a eliminação de Cacau, o que posso dizer só é que Bial está feliz da vida. Ele não gosta de Eliéser e deixa isso bastante claro, expondo o bonitão sempre que pode ao ridículo, mesmo que na maioria das vezes, ele, Eliéser, não compreenda a maldade do apresentador. E mais: que era previsível essa eliminação, afinal, o que o público quer ver é a bonequinha Lia chorando, Michel cagando nas lideranças e Dourado confrontando todo mundo.

Vai que é tua, Dourado!