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terça-feira, 30 de março de 2010

FERNANDA: A ESTRATÉGIA FINAL

O tempo anda curto, queridos leitores, mas isso não me impede de, no dia de hoje, a grande final do BBB 10, colocar em pratos limpos as duas últimas eliminações antes de constatarmos que Dourado está levando o prêmio de 1,5 milhão de reais pra casa, embalado pelo som de ninguém menos que Ivete Sangalo.

OS LUTADORES DIMMY E DOURADO

Primeiro vamos falar da eliminação de Dimmy. Em um paredão em que foi indicado por sua mais nova aliada Fernanda, cujas intenções eram de simplesmente não deixar que Dourado, Lia e Cadu falassem mal do jogador no confessionário, o tiro saiu pela culatra. Fernanda já deixou claro diversas vezes que não tinha “os olhos abertos para o jogo” e demonstrou isso quando não orientou Dicesar a votar em Lia ao invés de encarar um confronto direto com Dourado. Estava claro que o lutador, que voltou de quatro paredões, com certeza voltaria do quinto.

Já Lia, nunca se sabe... Ela voltou de paredões mais inexpressivos, e tanto Dimmy como Fernanda não perceberam isso. Ou Fernanda NÃO QUIS perceber, como eu disse no início do parágrafo, nunca se sabe.

Fato é que foi um paredão esperado para a final: Dicesar eliminaria Lia com muita facilidade e enfrentaria Dourado pelo primeiro lugar. Quem sabe até numa virada épica, contrariando enquetes e tudo, não ganharia o prêmio final? Pois é...



É fato também que foi um paredão de preconceitos de ambos os lados, com predominância para a torcida da Máfia Dourada, que sempre fez questão de ressaltar coisas do tipo “se Dicesar tivesse nascido como ser humano, seria diferente”... E “Não deixem aquela bicha do Dicesar ganhar #DOURADOCAMPEAO”... Nem merece que eu comente isso, não é mesmo? Teve até um comentário em um post da coluna do Stycer no UOL que dizia: “O grande problema desse BBB10 foi juntar gays a seres humanos! Força & Honra Mestre do Universo, Força Mestre Dourado!”

No final, “mestre Dourado” ensinou ao seu grande público que pegar AIDS, só se você for homossexual, que se uma mulher conseguir virar homem, você pode quebrar todos os dedos dela, que gripe suína é uma grande jogada de marketing, e que falar de balada gay pode embrulhar seu estômago sensível na hora do almoço.

Procuro ser imparcial, mesmo porque Dicesar era meu candidato favorito e acabou eliminado com 58% (número da camisa dele no dia da eliminação – coincidência?). eu não vou defender Dimmy, que fez sempre a “política da boa camagadagem”, como ele dizia, e esse comportamento foi o que levou outros jogadores a o julgar como falso e leva-traz. Ele pagou pela língua grande e pela vontade de ficar bem com todo mundo. Paciência. E Bial selou essa eliminação pedindo aos dois um cumprimento igual ao dos lutadores de judô, pedindo por paz e para que os dois encontrem um meio de viver e conviver do lado de fora da casa.



A cena ficou parecendo extremamente falsa e ridícula por parte dos dois. Mas sei lá, de repente nem foi falsa. Mas essa forçada de barra foi difícil de engolir. Nesse eu entenderia Dougado falando pra Dimmy “já vai tarde”. Seria mais honesto.


OLHA NOS MEUS OLHOS E DIZ: JÁ TAVA NA HORA!


Talvez uma das eliminações mais esperadas desse Big Brother, apesar de não parecer, era a de Lia. Nem tenho muito para dizer: Lia disse tanto e repetiu a mesma coisa por tantas vezes que fica até difícil sobrar alguma coisa pra blogueira aqui comentar. Com Dimmy na rua, nova prova do líder, velho líder (preciso dizer quem?). Indicação esperada: Fernanda.

Os monsters estavam garantindo sua vaga na final... mas wait. Fernanda foi esperta (ou já tinha planejado isso) e indicou Lia para ir consigo no paredão. Apesar da votação apertada, Lia foi a eliminada com apenas 51% da preferência do público.



Foi engraçado, no entanto, e até prazeroso assistir esse pedaço do programa: mais cedo, ela, Cadu e Dourado já combinavam de comemorar a ida do trio Monster à final só depois de Fernanda pisar pra fora da casa do BBB. Ouch. Caiu do burro hein, dona Lia? No twitter as manifestações de alívio foram maciças e muita gente não agüentava mais tanta choradeira. Bial, que sempre mostrou predileção por Lia, ficou bem chateado. Ele até consolou a dançarina com um doce abraço. Meigo.



E HOJE?

Na final estão Dougado, Cadu e Fernanda. Quem você prefere?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BIG BARRACO DO BRASIL

Olá a todos os leitores do BBBOOM. Peço desculpas pela demora na publicação do novo post dessa que vos escreve, mas enquanto o bicho estava pegando na “casa mais vigiada do Brasil”, eu estava de mudança para o meu novo “puxadinho” – ta mais pra quarto branco, parede branca, cama branca, guarda roupa branco... – e nesse meio tempo, fiquei totalmente desconectada do mundo e do BOOM. Mesmo assim, fui acompanhando via EDIÇÃO e TV ABERTA (protesto contra a Telefônica que não transferiu minha assinatura com meu PPV) todos os movimentos desse jogo e as últimas eliminações.

Eu tinha um texto para cada eliminação, mas como aqui é um blog e geralmente nossos leitores não se assustam com textos longos, vou passar um resumão de tudo o que eu já tinha deixado preparado pra vocês.

A edição do programa que teve como eliminada a Moranguet’s hoje me deixou um tanto quanto pensativa, mas me ajudou bastante na hora de resumir as eliminações anteriores. Quando Tessália foi eliminada, aconteceu aquela tal “reunião de cúpula” dentro do puxadinho. E pelo menos a edição tem acompanhado meu raciocínio até aqui. A primeira pessoa a fazer o tal “leva-e-traz” (além da Maroqueira – Maroca-fofoqueira) foi justamente a pessoa que o público deixou mais uma vez na casa: Marcelo Dourado nem titubeou quando ouviu atrás da porta alheia e saiu correndo pra contar aos colegas marombeiros o que tinha acabado de ouvir de Elieser e Alex.



Ficou fácil deduzir que as eliminações de Alex e Uilliam não passaram de “efeito colateral” da eliminação de Tessália, quando o público estava crente que o povo do puxadinho estava jogando a frio demais. Claro que o “menos um” do Alex e a “mãezinha” que ensinou tudo o que o Uil sabia foram fatores que combinaram com o fato de serem pessoas próximas à Tessália. Mas isso não diminui em nada minha tese de que suas eliminações foram por afinidade com a twitteira. E Michel só não entrou no bolo da eliminação do meio porque foi líder e é um sujeito bastante político e simpático com todos dentro da casa, menos claro, com Lia, seu desafeto principal.

Voltando à estratégia de Dourado: o saradão casca-grossa foi conquistando certa simpatia do público graças à sua mudança de comportamento em relação à edição da qual tinha participado e sido eliminado.

Mas não durou muito. Quando ele voltou do seu primeiro paredão na sua “segunda chance”, voltou mesmo muito cheio de si. E logo voltou junto aquele comportamento de clube da luta que o público havia reprovado previamente.

Já a eliminação de Elenita era apenas uma questão de tempo, como eu creio que será para Lia, as duas maiores barraqueiras da casa. Ela não se integrou, usou palavras difíceis demais para o vocabulário dos confinados e recebeu hostilidade da maneira errada dentro do programa. Ela podia ter se soltado mais, mas preferiu ser a intelectual chata até o fim. Pior pra ela.

E justo logo após a eliminação de Elenita, Dourado e seus comparsas resolveram tramar a próxima eliminação do puxadinho, sem citar nomes, mas já pensando em estratégias para as provas do líder e do anjo, pensando em como proteger Lia, etc. A Morango mineira resolveu não se calar e comprou uma briga com uma audiência que curte, eu já descobri, um barraco.

Na décima edição do programa, histórica, citando Bial, “o público amadureceu”. Será mesmo? Talvez quando ele disse isso, pensou no amadurecimento do que é esse jogo, ao que se presta o BBB: é um jogo psicológico forte, onde aqueles que se posicionam melhor estrategicamente, e nas horas certas, vence. Ou seja, o “grande irmão” é aquele que se mete em todos os grandes barracos ao longo da edição e consegue puxar o público pro seu lado. Dourado nesse ponto vem sendo brilhante. Ele já jogou antes. Ele foi eliminado com certa rejeição do público, montou seu personagem nas horas certas e foi o mesmo Dourado enjoado de sempre quando foi conveniente também; como ele já manja o andar da carruagem, tentou uma aproximação, em minha opinião, com o personagem do Alemão, vencedor da sétima edição. O grandão engraçado, o meio inteligente, meio brigão...

O público amadureceu pro que dá audiência: barraco, choro e edredom. Dourado puxou o gatilho do puxadinho na hora exata e agora vai manipulando o público que acha que ele é mais do que merecedor do prêmio. Ele é o que causa. Ele e Lia. O resto não passa de “pecinhas de madeira” com as quais eles brincam – e se divertem. Agora aqueles que, em outras edições seriam os mocinhos (Eliéser, Cacau, Dicesar e Michel) são considerados os bandidos. Lia, como bem citou Michel, está se achando a rainha do programa, ela tem razão e ela está certa. E ela é ótima estrategista, mas já me soa uma péssima pessoa, que gosta de uma chantagem emocional pra prender os demais. Ela deve fazer isso fora da casa, e deve conseguir o que quer na base do choro teimoso.



Essa edição do BBB está me lembrando muito a última edição de No Limite. No final, o público vai acabar se sentindo como se sentiram os eliminados de lá do Ceará: como se tivessem falhado nas estratégias, eliminado verdadeiros vencedores em potencial e principalmente, assistirão a uma final de desânimo pra votar, onde só sobrarão seres do espaço como Lia, Dourado, Maroca e Cadu. E pensarão: “será que um desses merece mesmo ter mais poder supremo e ganhar um milhão e meio?” ou “pronto, estou dando um prêmio milionário para mais um arrogante que vai pisar em quem o ajudou até aqui”.

Desculpa gente, mas BBB no pay per view é melhor de acompanhar e não é todo mundo que tem essa condição; o dia-a-dia é diferente da edição. Não dá pra manter uma máscara em um confinamento por muito tempo, mesmo que esteja valendo um milhão e meio. Quem é do jeito que é lá dentro, o é aqui fora. Tessália só jogou errado. E a eliminação dela é pivô para mudar em 180 graus a visão do jogo e do público. Por estratégia, Dourado merece TOTALMENTE o prêmio. Mas além de ser um jogo, é um jogo com pessoas e a avaliação de caráter é parte importante no momento de entregar tanto dinheiro na mão de uma pessoa só. E a edição do programa deu a dica na noite que eliminou a Angélica: o público pode estar avaliando, pensando e votando errado dessa vez.